Vila dos Ábitros e Mídia

Fonte: O dia, coluna do servidor, 04/jul

Juros menores para 1.330 imóveis

Os servidores ativos e aposentados da Prefeitura do Rio poderão comprar uma das 1.330 unidades imobiliárias de até R$ 450 mil na Região do Porto Olímpico, próximo à Rodoviária Novo Rio, com juros menores do que os praticados na carta de crédito do Previ-Rio. Atualmente, os imóveis são financiados em até 30 anos, com taxas de 3%,6% e 8% ao ano, de acordo com o prazo de pagamento.

O novo secretário da Casa Civil, Guilherme Schleder, informou ontem que as taxas especiais serão definidas em breve. Ele completou que o funcionalismo ativo também poderá adquirir um imóvel no local, mesmo aqueles que já possuem residência. O procedimento era permitido somente aos inativos.

A ideia é que os novos proprietários entrem no imóvel logo após as Olimpíadas de 2016. Durante o evento, os blocos vão abrigar as vilas da Mídia e de Árbitros.

Schleder explicou que se o cadastro de servidores for maior do que as 1.330 unidades – 950 de dois quartos e 380 de três – a prefeitura vai sortear os imóveis. “Podemos fazer pela Loterj ou pela Loteria Federal”, disse o titular da pasta. Segundo ele, o programa terá reserva de R$ 100 milhões no orçamento deste ano e o início das inscrições será entre o fim deste mês e o início de agosto.

“Seria a concretização de um sonho. Moro em Campo Grande e gasto R$ 16 por dia em passagens”, conta a massagista da Secretaria de Saúde, Maria de Fátima, 57 anos.

SEM RESTRIÇÕES

“Não há restrição de compra para os servidores ativos, o prefeito Eduardo Paes deseja que os servidores também utilizem os imóveis como segunda opção de renda. Também não haverá restrição de faixa salarial”, contou o secretário Guilherme Schleder.

SORTEIO EM SETEMBRO

A proposta é que o sorteio seja realizado em setembro, logo após o período de inscrição, que deverá terminar em agosto. Todos os servidores vão precisar optar, no ato do cadastro, pelo imóvel de dois ou três quartos.

DESCONTO EM LOTES

A prefeitura tem cinco anos para vender os imóveis. Os 1.330 selecionados vão pagar as parcelas somente quando as suas unidades forem disponibilizados. A ideia é oferecer apartamentos de acordo com a previsão orçamentária.

ESCOLHA NA PLANTA

Schleder também comentou que os servidores poderão visualizar a planta dos imóveis e escolher a metragem dos mesmos no ato da qualificação do financiamento. “As possibilidades serão apresentadas durante esse período”, disse o secretário.

METRO QUADRADO

“Com a revitalização do Porto, a área vive um grande ‘boom’ imobiliário. Estamos avaliando qual será o valor final do metro quadrado para decidir o valor do imóvel”, declarou o titular da pasta. As unidades devem ter até 84m².

REGRAS NO DIÁRIO

As regras do financiamento serão publicadas hoje no Diário Oficial da Prefeitura do Rio. Assim como ocorre na carta de crédito do Previ-Rio, os servidores casados, por exemplo, poderão compor renda para adquirir o imóvel.

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Área receberá as vilas de mídia e de árbitros,com dois mil apartamentos residenciais, centro de convenções, dois hotéis com 500 unidades cada.

O conjunto de imóveis totaliza 850 mil m² em potencial construtivo

O documento estabelece as diretrizes preliminares para construção e aproveitamento das edificações pelo mercado imobiliário, após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

Para a instalação do empreendimento, foram negociados dois grandes terrenos, chamados de Leste e Oeste, separados pela Avenida Francisco Bicalho. No lado Leste está o antigo terreno da Rede Ferroviária na Praia Formosa, com 100 mil m²; no lado Oeste estão os terrenos da Cedae e da Usina de Asfalto da Prefeitura, que ocupam uma área de 45 mil m². Isso inclui 17 quarteirões, sobre os quais serão construídos 11 mil quartos, que devem se transformar em aproximadamente cinco mil apartamentos após os Jogos.

A Solace – sociedade de propósito específico constituída para investimentos imobiliários na área do Porto Maravilha – declarou interesse em desenvolver projetos na Região Portuária que privilegiem o conceito “viver, morar e trabalhar integrados”, com empreendimentos imobiliários de uso misto, para fins residenciais e comerciais. Neste acordo, a empresa anunciou que pretende, numa primeira fase, construir apartamentos de dois ou três quartos e dois hotéis na área do Porto Olímpico. Juntos, eles vão garantir um incremento de quatro mil m² no número de acomodações na Região Portuária, para suprir não só a demanda olímpica como também promover o desenvolvimento da área. A previsão é de que a empresa inicia as obras do Porto Olímpico até o final do ano.
A Região Portuária, área de especial interesse urbanístico, passa por processo de requalificação e prevê que todas as construções erguidas na delimitação legal sigam princípios sustentáveis. Uso de painéis solares, tetos verdes ou reflexivos, aproveitamento de água das chuvas, sistema de medidores individuais de água, bicicletários, vias exclusivas para pedestres e mais áreas de convivência são exemplos dos novos parâmetros de edificação, servindo de referência para a cidade. A implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), primeiro do tipo no Rio, vai integrar a região aos diversos modais e trazer um novo conceito de transportes públicos.

As construções serão viabilizadas por uma parceria público-privada feita entre a prefeitura e a Caixa. E o banco federal já repassou o direito de exploração da área para um consórcio formado por OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia.

Histórico

“Há 30 anos, deseja-se mudanças no Porto no Rio, seguindo tendência internacional de revitalização de zonas portuárias”, complementa o secretario municipal de Urbanis­mo, Sérgio Dias. “Ali esta o núcleo financeiro, do Judiciário, do Poder Municipal, etc. Não tem lógica bair­ros como Botafogo, Barra e Ipane­ma virarem centros comerciais”, pondera. Segundo ele, a revitali­zação do Novo Centro ainda terá o mérito de reduzir deslocamentos e, consequentemente, as emissões de CO2, que provocam o efeito estufa.

Em 1950, a cidade tinha 3,2 mi­lhões de habitantes e 1,5 milhão se deslocavam de trem. Hoje, é uma população de 6,3 milhões, para ape­nas 350 mil passageiros. A intenção é voltar a ter um milhão de pessoas andando de trem ou metrô, até 2020.

Estima-se que, em 10 anos, a região deverá ter 100 mil ha­bitantes. A revolução na zona portuária mobilizará investimen­tos de R$ 8 bilhões até 2015, em área de cinco milhões de metros quadrados. Esses recursos re­sultam de outorga onerosa — ini­ciativa do prefeito Eduardo Paes aprovada pela Camará Municipal com base no Estatuto da Cidade – e estão “carimbados”. As obras incluem a construção de quatro quilômetros de túneis, reurban­ização de 70 quilômetros de vias e de 650 mil metros de calçadas, recuperação de 700 quilômetros de redes de infraestrutura urba­na, 17 quilômetros de ciclovias, além de ações nas áreas de dre­nagem e iluminação.

 

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